PIDE

A Polícia Internacional de Defesa do Estado (PIDE) foi o nome dado à polícia política do regime fascista português entre 1945 e 1969.

A PIDE foi criada em 22 de outubro de 1945 e surgiu na esteira das sucessivas reestruturações do sistema policial pelas quais passou o regime político salazarista. Sucedeu à primeira polícia política do Estado Novo português — a Polícia de Vigilância e Defesa do Estado (PVDE), fundada em 1933.

A PIDE foi a principal máquina de repressão do regime fascista liderado por Salazar. A utilização da tortura e o assassinato de opositores do regime eram práticas correntes da instituição. Foi responsável por alguns assassinatos sangrentos, que causaram sensação na época. É o caso do assassinato do artista plástico e militante do Partido Comunista Português, José Dias Coelho, morto a tiros por agentes da PIDE em 1961.

Outro caso emblemático foi o do general Humberto Delgado, figura política conhecida e principal arquiteto da Revolta de Beja, que foi assassinado pela PIDE numa emboscada quando se encontrava em território espanhol.

A polícia secreta do regime fascista também atuou na repressão aos movimentos revolucionários africanos que lutavam contra o colonialismo português. São-lhe atribuídas responsabilidades tanto no atentado a bomba que vitimou o dirigente da FRELIMO (Frente de Libertação de Moçambique), Eduardo Mondlane, quanto na morte de Amílcar Cabral, liderança mais importante da luta de libertação nacional de Guiné e Cabo Verde, assassinado por um bando mercenário a soldo da PIDE.

Em 1969, a PIDE passa a se chamar Direção-Geral de Segurança (DGS), não tendo sofrido alterações significativas nas suas funções e formas de atuar. Foi extinta na sequência da Revolução Portuguesa de 25 de abril de 1974.

PIDE
A PIDE era responsável pela repressão do regime fascista, sendo seu principal executor.
Fundado em

1945

Tipo de Instituição

Policial

Resumo

A polícia política portuguesa durou até 1974, quando foi desmantelada pela Revolução dos Cravos.